As grandes revoluções promovidas pelos avanços tecnológicos têm transformado profundamente o segmento da saúde. Há equipamentos capazes de feitos impensáveis até pouco tempo — e, com isso, o cuidado e o foco nos pacientes está cada vez maior. Para quem trabalha no setor, então, conhecer essas tendências é fundamental.

Pensando nisso, veremos, neste artigo, quais são os grandes desafios atuais que os hospitais e profissionais da saúde enfrentam em sua rotina, como o maior acesso à informação e as maiores exigências de qualidade, impactam um modelo assistencial.

Continue lendo e confira como aplicar as principais ferramentas para o atendimento da sua instituição prezar sempre pela excelência!

A importância de um bom modelo assistencial

De fato, a escolha correta de modelo assistencial é tão ou mais importante do que o volume de dinheiro gasto nele. Diversos estudos nos mostram que localidades que investem na saúde preventiva têm índices de longevidade da população bem mais expressivos do que outros lugares, que gastam mais, mas apenas na medicina curativa.

Para tanto, a obtenção de informações e dados é primordial. Quanto mais sabemos a respeito de uma população, mais temos a capacidade de nos preparar para agir de modo efetivo individualmente. Afinal, quando a melhor prática para o coletivo é aplicada, há a possibilidade de se otimizar os recursos e prestar um atendimento diferenciado, nos casos em que isso se faz necessário.

Os principais desafios da tecnologia no setor da saúde

Devemos ter em mente que um modelo assistencial deve sempre privilegiar o bem-estar do indivíduo, em toda a sua complexidade. Por mais que façamos a análise de indicadores consolidados, por meio de bases de dados com informações de diversos eventos — e que isso seja uma prática correta em âmbito da gestão —, não podemos perder de vista a pessoa, em si.

Em outras palavras, cada paciente é uma vida que precisa ser preservada. E esse talvez seja um dos principais desafios da área da saúde. Como fazer para que a quantidade de recursos disponíveis atualmente se traduza em um cuidado mais humanizado e efetivo, capaz de resolver problemas e garantir a qualidade de vida dos pacientes?

A saúde no Brasil

Também não podemos nos esquecer de que o modelo assistencial no Brasil é essencialmente baseado nos hospitais como centro do sistema de saúde. Ainda é bem comum que quem esteja com qualquer quadro de instabilidade procure diretamente um hospital. Existem até iniciativas de saúde preventiva e outras que visam descentralizar o atendimento, mas ainda não são tão representativas.

Nesse sentido, a tecnologia pode ajudar fazendo com que esse primeiro contato, em alguns casos, não precise acontecer de forma presencial. Há, também, aplicativos que propiciam a disseminação de boas práticas voltadas à alimentação e outros hábitos que interferem na saúde das pessoas.

Hoje é possível monitorar indicadores de forma mais assertiva e menos incisiva. Veja a situação de quem possui diabetes, por exemplo: a qualidade de vida dessas pessoas é bem superior à de alguns anos atrás. Isso se deve aos dispositivos automatizados de monitoramento da insulina e de injeções inteligentes que disparam o hormônio quando necessário, de forma muito mais simples e eficiente do que usando seringas.

As tendências que vêm sendo aplicadas aos modelos assistenciais

Visando o bem-estar de cada uma das pessoas inseridas em determinado contexto, é fundamental colocá-las em uma rede de cuidados que utilize as melhores tecnologias disponíveis para ajudar em todos os processos necessários.

Além disso, a humanização tem sido cada vez mais inserida nos processos assistenciais modernos, assim como tratamentos alternativos e a busca por soluções mais sustentáveis.

Machine learning

A capacidade de as máquinas “aprenderem” por meio da inteligência artificial (conhecida como machine learning) tem sido muito utilizada para a elaboração de diagnósticos mais precisos e rápidos — em substituição a diversas análises que, antes, prescindiam de atuação humana para serem realizadas. Assim, com mais assertividade e tempo hábil, o atendimento se torna mais eficiente.

O machine learning tem propiciado diversos outros avanços como a descoberta e a produção de novos medicamentos, a análise de comportamentos para a identificação de padrões populacionais e a antecipação de eventuais casos epidêmicos.

Big data

O big data, também chamado analytics, traz para as instituições médicas a oportunidade de trabalhar com informações em um volume nunca antes visto. Imagine, por exemplo, ter de consolidar dados de milhares de prontuários físicos para conseguir relatórios a respeito do comportamento das doenças e pacientes em seu hospital no último ano.

Quanto tempo isso levaria?

Por meio de sistemas integrados, ainda é possível ter todos esses dados on-line, disponíveis em qualquer lugar e de forma rápida. E os benefícios disso para as decisões a respeito dos modelos assistenciais são enormes, pois é possível fazer escolhas baseado em informações concretas, não apenas em impressões ou “achismos”.

Atendimento personalizado

A vida corrida das pessoas acaba refletindo na forma como os hospitais precisam tratar seus pacientes. Afinal, ninguém tem tempo para ficar longos períodos em espera.

Toda essa integração de dados permite que a instituição desenvolva uma capacidade de personalizar a experiência de assistência médica. Cada pessoa pode ser atendida exatamente com o que precisa, de uma forma bastante ágil, pois seu histórico médico pode ser cruzado com outras informações gerais, viabilizando soluções com maior grau de acerto e de acordo com suas preferências.

Análises preditivas

As análises preditivas estão em grande foco, principalmente, nas seguradoras, que utilizam essas técnicas para prevenir fraudes e monitorar pacientes em situação de maior risco. Assim, podem intervir de maneira mais direcionada para solucionar, de fato, o problema.

Isso muda bastante a forma de atuação das operadoras de saúde — que, antes, só eram acionadas nos momentos de necessidade —, colocando-as agora em posição de protagonismo, pois passam a trabalhar decisivamente pela qualidade de vida dos seus assistidos.

Dispositivos portáteis

Os avanços na tecnologia estão permitindo a criação de alguns dispositivos portáteis muito poderosos e que conseguem manter os pacientes envolvidos e engajados nos cuidados de sua própria sua saúde. Esse tipo de dispositivos (ditos wearable, em inglês, algo como “vestível”) é destinado às pessoas menos saudáveis do que a média e com maior probabilidade de precisar ser hospitalizadas.

Podem ser, por exemplo, rastreadores de atividade ajudam a permanecer mais ativos e saudáveis por conta própria, o que pode diminuir sua necessidade de consultar um médico, monitorando a quantidade de exercícios realizados ou lembrando dos horários mais corretos para se alimentar.

Alguns dispositivos mais avançados podem monitorar as métricas de saúde do paciente, como pressão arterial, frequência cardíaca e níveis glicêmicos. Em vez de ter que ir a uma unidade de saúde para verificar esses dados, os pacientes podem fazer isso em casa e estar sempre conectados a um médico.

Se a pressão sanguínea de um paciente monitorado aumentar, o médico poderá receber uma notificação e agir. Dispositivos portáteis são uma maneira menos invasiva de obter grandes resultados em termos de cuidado.

Saúde da família

Apesar de o modelo de saúde da família já ser conhecido e aplicado há algum tempo, com os recursos tecnológicos que temos acesso hoje em dia, a prática voltou a ganhar importância. Esse tipo de política, normalmente implantada pelos agentes públicos, agora também tem tido adaptações realizadas por instituições privadas, em face de seus benefícios.

Ela amplia o acesso e promove mais acolhimento, o que está totalmente alinhado às demandas por atendimentos mais humanizados e inclusivos, promovendo uma maior simetria entre pacientes e profissionais da saúde.

Treinamentos utilizando Realidade Aumentada

A Realidade Aumentada (AR – Augmented Reality) é uma tendência em todos os setores de mercado, mas é especialmente poderosa no campo da saúde. Uma das aplicações mais fortes é na formação médica. Usando AR, os profissionais de saúde podem ver diagnósticos e realizar procedimentos simulados com alta percepção para aprender novas habilidades e expandir seus conhecimentos, sem a necessidade do uso de membros protéticos ou de animais.

Também possibilita a formação de mais pessoas de uma só vez, o que poderia combater a escassez de determinadas especialidades. Imagine um médico acessando diferentes opções de tratamento em uma tela, com gráficos e projeções.

Agora, ao invés de dedicar muito tempo lendo estudos para aperfeiçoar suas habilidades, as informações de que precisam podem simplesmente aparecer diante deles enquanto tratam os pacientes sem problemas.

Outra área muito interessante para o uso da Realidade Aumentada é a de reabilitação. Esse tipo de tecnologia traz inúmeras novas abordagens para a recuperação de pacientes.

As formas de se implantar essas novidades

Em primeiro lugar, é fundamental estar ciente de que essas inovações tecnologias não transformam os modelos assistenciais de forma automática. Não basta comprar e esperar as coisas acontecerem: elas não funcionam sozinhas.

Ainda é totalmente necessário o engajamento das pessoas e o pulso firme na tomada de decisão para implantá-las corretamente. Se não forem avaliadas com cuidado e, sobretudo, se não conversarem com as práticas já adotadas pela instituição no dia a dia, essas tecnologias não resolverão os problemas — na verdade, poderão até causar novos.

Em suma, para que um modelo assistencial mude e seja, de fato, adequado às demandas de uma comunidade ou de determinada instituição, é fundamental ter um olhar bastante cuidadoso e criterioso. Seus benefícios podem ser diversos, mas é preciso saber aproveitá-los sem nunca perder de vista aquela pessoalidade no atendimento e o bem-estar dos pacientes, como dissemos.

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