A realidade virtual já está sendo utilizada em empresas de ponta por todo o mundo, e no segmento da saúde isso não é diferente. Cada vez mais hospitais e médicos reconhecem o potencial desse importante avanço tecnológico para a resolução de problemas e processos complexos.

Ainda mais quando combinada com outras soluções já conhecidas — como a ressonância magnética e a tomografia computadorizada — as taxas de sucesso dessa tecnologia nos tratamentos aos pacientes só está aumentando.

Pensando nisso, no artigo de hoje veremos como a realidade virtual é aplicável dentro da área da saúde, bem como algumas das suas principais vantagens. Interessado? Continue a leitura para conferir!

O que é a realidade virtual?

Nós, seres humanos, conhecemos e interagimos com o mundo por meio dos nossos sentidos. Ainda quando crianças, aprendemos que temos paladar, tato, visão, olfato e audição — no entanto, esses são apenas os mais evidentes. Na verdade, temos outros sentidos além desses, como o senso de equilíbrio, pressão e temperatura.

Todas essas percepções sensoriais permitem que tenhamos um fluxo intenso de informações vindas dos ambientes com os quais interagimos. Logo, tudo o que sabemos a respeito da realidade é, em última análise, uma aglutinação dessas informações, que são recebidas e interpretadas pelos nossos cérebros.

Então, se podemos utilizar a tecnologia para simular estímulos e situações similares às que experimentamos no mundo real, mas por meio processos virtuais, temos a chamada realidade virtual. E isso tem diversas aplicações hoje em dia, que vão desde o entretenimento (como videogames e filmes em 3D, por exemplo), passando por áreas como a engenharia ou a medicina, até a pesquisa espacial.

Como essa tecnologia se aplica na área da saúde?

O amplo interesse nas possibilidades de realidade virtual começou em 2012, após o lançamento de produtos como o Google Cardboard e o Oculus Rift. Desde então, equipamentos com essa pegada têm entrado em vários campos do saber, sendo usados como aplicações práticas nos mercados de consumo e de negócios.

No setor da saúde, de modo geral, as soluções que usam essa tecnologia possibilitam novas maneiras de lidar e criar envolvimento com informações, bem como ferramentas de aprendizado mais estimulantes para capacitar profissionais. Com tudo isso, ainda surgem novas possibilidades de cura, graças ao desenvolvimento de tratamentos para pacientes com doenças crônicas, deficiências ou problemas neuropsicológicos — como veremos mais à frente.

Em termos mais específicos, ela vem sendo muito utilizada como um instrumento potencial para aliviar a dor de pacientes com membros fantasmas. Já quando é incorporada a outras tecnologias — como os raios-X, a ressonância magnética, as tomografias e outras soluções de diagnóstico — a realidade virtual tem mudado a forma de se atuar em situações de emergência, às vezes significando até a diferença entre a vida e a morte.

Em casos de tratamentos minimamente invasivos, fones de ouvido e programas de realidade já podem acalmar e relaxar pacientes que não podem, por algum motivo, usar anestesia ou outras drogas para controlar a dor. Já para crianças, a realidade virtual pode ser utilizada como um substituto para medicamentos, com resultados muito bem-sucedidos.

Essa tecnologia ainda pode ser especialmente útil para a cirurgia cerebral, pois permite que os cirurgiões concluam uma operação com o paciente acordado, mas sem o estresse habitual que se tem com os métodos tradicionais. Tudo isso sem se contar as possibilidades de simulações mais fidedignas, que estão aumentando bastante a efetividade dos treinamentos e da descoberta de novas formas de realizar os procedimentos.

Quais são as principais vantagens desse uso da realidade virtual?

Na medida em que as tecnologias se tornam mais acessíveis e presentes no dia a dia das instituições de saúde, os seus benefícios começam a ser percebidos por todos os envolvidos no processo — desde os médicos e outros profissionais do setor até (e principalmente) os pacientes, que podem contar com soluções mais efetivas para cada caso. Dentre essas vantagens, podemos citar as seguintes.

A otimização de processos fisioterápicos

Como dissemos, a realidade virtual tem sido muito usada para ajudar pessoas com deficiência ou condições crônicas a ter novas experiências. Pessoas paralisadas, por exemplo, já conseguem reaprender a andar e estimular novamente áreas do cérebro as quais não conseguiam acessar de outra forma. Um caso interessante foi vivido por uma criança japonesa deficiente que conseguiu tocar piano por meio do movimento dos seus olhos, captados por um aplicativo.

As melhorias no treinamento médico

Escolas de medicina e outras instituições educacionais também têm utilizado essa tecnologia em processos de instrução. Os estudantes adquirem conhecimento e compreensão sobre o corpo humano interagindo com modelos realistas em um ambiente virtual, sem a necessidade de utilizar peças reais e experimentos. Dessa forma, eles são expostos a procedimentos que simulam a prática por meio de holografias anatômicas, sem custos ou riscos desnecessários.

Cirurgias aprimoradas

Além do que já vimos, um dos elementos mais promissores que a realidade virtual traz para o segmento médico é o uso de modelos 3D para o planejamento das mais variadas operações. Afinal, ao visualizar um órgão complicado impresso em um pedaço de papel, não se tem a completa dimensão da sua representação, mas com simulações precisas e em três dimensões, todo o processo se torna mais ágil e seguro.

Mais engajamento do paciente no tratamento

Por fim, não podemos deixar de citar que todas as experiências inovadoras propiciadas pela realidade virtual permitem um envolvimento bem maior dos pacientes, que passam a ser expostos a tratamentos ainda mais agradáveis e inclusivos — tanto quanto o aprendizado quanto à reabilitação e às terapias.

Trata-se, em suma, de algo que chegou para transformar e melhorar as práticas de atendimento e cuidado na área da saúde. Com as novas soluções que estão sendo pensadas e aplicadas, as instituições podem criar alternativas mais individualizadas e com maior aderência daqueles que precisam do tratamento, bem como de suas famílias. E com o avanço das pesquisas, ainda há mais possibilidades reservadas a um futuro breve!

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