Estamos avançando muito em termos de tecnologia, o que gera impactos em todas as áreas de negócio. Na área da saúde, isso não é diferente. Podemos contar hoje em dia com uma série de recursos que melhoram as práticas e simplificam os processos. A realidade da telemedicina no Brasil vem ganhando força, é um dos fatores que estão transformando o cenário do setor.

No artigo de hoje, você poderá entender melhor o que é a telemedicina e quais são suas vantagens para instituições e pacientes. Continue conosco!

O que é a telemedicina?

A telemedicina é a prestação remota de serviços de saúde, como avaliações médicas e outros procedimentos, utilizando a infraestrutura de telecomunicações que hoje permite o contato em tempo real via internet.

Essas práticas dão aos profissionais de saúde a capacidade de avaliação, de diagnóstico e tratamento de pacientes usando tecnologias usuais em outras áreas, como videoconferência e smartphones, sem a necessidade de todos estarem no mesmo ambiente presencialmente.

Como há um forte interesse de buscar maneiras de oferecer serviços de cuidado mais eficientes e a um custo menor, a telemedicina está crescendo muito. É uma forma de poupar tempo de deslocamento e democratizar o acesso, por exemplo, em regiões em que não há a presença de especialistas.

Especialmente em casos de necessidades não urgentes, ao utilizar essa prática, é possível otimizar os atendimentos ao contrário do que acontece quando muitos pacientes se aglomeram no mesmo local.

Estruturação da telemedicina

Pode ser simples ou complexo para uma instituição implantar a telemedicina em sua rotina. Para o uso menos complicado, basta investir em uma estrutura de videoconferência compatível com as regulamentações do Conselho Federal de Medicina (CRF), especialmente em sua resolução 2.227/2018 que disserta sobre o tema.

Para os hospitais que desejam ter uma solução virtual mais completa, é preciso considerar os fluxos de trabalho existentes e incorporar soluções de softwares específicos e qualificados de telemedicina. Normalmente, esses sistemas contam com salas de espera, prontuários eletrônicos e até funções para o faturamento.

Grandes grupos hospitalares podem, inclusive, desenvolver suas próprias soluções de telemedicina, de um modo mais personalizado e que se integre mais facilmente às práticas já realizadas, o que torna as chances de adesão mais altas.

Isso porque é comum notar alguma resistência dos profissionais aos novos modelos, algo que acontece com frequência quando falamos de inovação.

As organizações devem estar atentas às mudanças necessárias em suas operações, além de terem que dominar o que dizem os regulamentos e legislações, a fim de evitar problemas. É preciso também treinar os usuários para que eles se habituem ao uso da tecnologia e para que não haja subutilização ou, até mesmo, uso equivocado.

Telemedicina e telessaúde

É comum a utilização de telemedicina e telessaúde (telehealth) ​​como sinônimos, mas há uma distinção entre os dois. O conceito telessaúde inclui um leque extenso de tecnologias que permitem não apenas oferecer cuidados aos pacientes, mas também a melhoraria do sistema de saúde de uma forma integral.

A telessaúde é diferente da telemedicina, porque se refere a um escopo maior de serviços de saúde remotos do que a telemedicina. Enquanto a segunda se refere especificamente a serviços de atendimento à distância, a telessaúde aborda serviços não clínicos, como capacitação de profissionais, questões gerenciais e treinamento médico.

De acordo com a definição da Organização Mundial de Saúde (OMS), a telessaúde envolve o uso de telecomunicações e tecnologia virtual para fornecer assistência médica fora dos serviços de saúde tradicionais, e é o elemento mais básico da chamada “eHealth”. Ela inclui iniciativas de prevenção e conscientização, campanhas, treinamentos para profissionais. Ou seja, podemos dizer que a telemedicina está contida na telessaúde.

Quais as vantagens da telemedicina?

A adoção das mais recentes iniciativas de telemedicina pode ajudar sua instituição a obter inúmeros benefícios. É um avanço tecnológico que está mudando toda a infraestrutura de saúde e veio para ficar.

Hoje, pacientes, hospitais e operadoras de planos podem desfrutar de diversas situações que são interessantes para todas as partes.

Maior capacidade de atendimento

Quando os atendimentos acontecem apenas presencialmente, há perdas consideráveis de tempo nos intervalos. Isso pode acontecer por diversos motivos, como questões de agendamento, limpeza de consultórios e outros.

A instituição pode otimizar isso incluindo chamadas de telemedicina, especialmente quando há funcionalidades de sala de espera, que ajudam a encaixar melhor os horários.

Conveniência

O benefício mais óbvio da telemedicina é, certamente, trazer comodidade para pacientes e médicos. Conveniência em termos de tempo desperdiçado no deslocamento, esperando longos minutos (ou até horas) na recepção.

Ela serve também para facilitar a vida de quem não está se sentindo muito bem para se mover e até para facilitar a realocação de pessoas caso um horário seja perdido.

Economia de custos

Com um software completo de telemedicina, você diminui a necessidade de estruturas físicas em seu hospital. Algumas soluções oferecem ambientes que simulam a realidade de modo virtual, fazendo com que o gerenciamento e o atendimento ocorram exatamente como seriam no modelo presencial, porém com menos custos.

Esses sistemas armazenam a gravação da visita do paciente e seu histórico médico, bem como outras informações relativas ao faturamento dos serviços realizados.

A telemedicina permite digitalizar parte de seu fluxo de trabalho, reduzindo a quantidade de documentos em papel, o que minimiza perdas e também pode se traduzir em economias adicionais.

Crescimento na receita

Desde o início da telemedicina, algo que ela está viabilizando é a expansão geográfica dos atendimentos para além dos limites das instalações do hospital.

Os médicos podem chegar até qualquer lugar em que o acesso à internet permita. Isso é essencial, principalmente em áreas menos povoadas e que são, consequentemente, menos capazes de contar com especialistas por falta de movimento.

Tenha uma segunda opinião de um modo mais rápido

Em alguns casos, o tempo está correndo contra os pacientes, e os médicos precisam obter a opinião de outro profissional que seja referência no assunto.

Usando as tecnologias da telemedicina, é possível estabelecer rapidamente uma videochamada segura para obter considerações que podem até salvar a vida de um paciente.

Salto de qualidade

Algumas pesquisas têm mostrado que a qualidade dos cuidados de saúde aumenta quando a telemedicina é implantada. Os hospitais se tornam mais capazes de fazer um acompanhamento frequente com seus pacientes na comparação com as visitas tradicionais.

Os pacientes se sentem mais bem assistidos e isso, inclusive, melhora a satisfação. Eles podem acessar seus provedores sempre que sentirem que algo está errado. Com isso, há uma redução de procura presencial desnecessária, o que ajuda a melhorar os processos como um todo.

Um estudo realizado nos EUA e publicado no site da NCBI mostra que, com a aplicação da telemedicina, houve uma redução de 38% nas internações, 31% em readmissões e 63% passaram menos dias que a média no hospital.

Isso é possível pois há um maior engajamento do paciente no tratamento, com uma maior adesão às orientações dadas pelos médicos.

Como a telemedicina pode avançar no Brasil?

A saúde no Brasil apresenta um contexto de grandes desigualdades. Enquanto nos grandes centros o setor é extremamente avançado, inclusive sendo referência mundial em algumas áreas, por outro lado, há regiões que são extremamente carentes, em que as pessoas não têm acesso à maioria das especialidades.

Os números indicam que, apesar de haver um crescimento expressivo no número total de médicos no país, a região Sudeste conta com 54,1% dos profissionais, enquanto tem 41,9% da população total. Outra disparidade observada é que as capitais contam com quatro vezes mais médicos que as cidades do interior.

O país é territorialmente muito grande e a densidade demográfica em alguns locais complica bastante essa situação. Muitas vezes, não é viável construir centros mais sofisticados em virtude da demanda.

Sendo assim, a telemedicina é uma aliada muito importante. Ela torna o acesso mais simplificado, permitindo que cidadãos consultem com alguém médicos que jamais teriam condições caso tivessem que se deslocar saindo de suas cidades.

A partir da promulgação das resoluções do CFM a respeito da telemedicina que mencionamos no início do texto, as instituições de saúde passaram a conhecer melhor os limites da atividade e agora estão mais resguardadas para investir nesse sentido.

É importante ressaltar que a telemedicina não é um substituto da medicina tradicional, mas sim um complemento. É uma alternativa que reduz custos, simplifica a gestão e facilita aos pacientes encontrarem os médicos que precisam. Sendo assim, ela pode ajudar na redução das desigualdades, mas a resolução completa do problema passa por maiores investimentos do poder público no setor.

No que diz respeito às instituições privadas, há um forte interesse em expandir essas iniciativas, justamente pelas vantagens observadas. É algo inteligente romper as fronteiras e alcançar a população que reside fora dos grandes centros, especialmente quando há viabilidade para fazê-lo de uma maneira que demande menos recursos financeiros.

A telemedicina no Brasil está avançando bastante e, muito em breve, será uma realidade disponível para todos. Para tanto, é preciso que as instituições atentem para as normas estabelecidas e também invistam na questão dos treinamentos e capacitação dos profissionais para que o modelo seja bem utilizado.

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